Orgulhosamente sulista

No restaurante Capincho, em Porto Alegre, os ingredientes são garimpados de produtores locais

Fotografia: Divulgação
Redação

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As capivaras ficam no balcão da cozinha, de olho na clientela que vai ocupando as mesas do restaurante , em Porto Alegre. Talvez nem todos saibam, mas capincho vem de carpincho (em espanhol), como são chamados esses roedores nos Pampas. E tudo ali, no restaurante comandado pelo chef Marcelo Schambeck, tem ligação com as raízes gaúchas. Se tem alguém que se orgulha de suas origens é Schambeck. Mais do que isso, o chef é um estudioso desse bioma que só existe no Rio Grande do Sul.

Em suas criações, aparecem ingredientes que ele vai garimpando entre produtores locais. Não é difícil encontrá-lo na feira de Porto Alegre aos sábados logo cedinho em busca de tupinambor, jerivá ou pinhão.

O menu do Capincho é um reflexo dessa pesquisa constante e de uma mente criativa que não para. Na cozinha só entram insumos sazonais. Entre as entradas, empanadas de siri e milho crioulo com salsa de tomate fresco; e salada de caqui com coalhada de iogurte, molho de maracujá, coquinho de butiá, jalapeño, hortelã e manjericão; sem falar no camarão, creme de tupinambor, palmito assado e chips de mandioquinha branca.

Nos principais, a tradicional costela do dianteiro assada por 16 horas, servida com purê de moranga e brócolis na brasa com óleo de nirá e alho frito, é um clássico do chef.

De sobremesa, a cuca de uva é um sorbet de uva bordô, pão de ló, crumble, chantilly de iogurte e chocolate branco e pó de uva. Além de lindo, é de uma delicadeza sem fim. 

Vai lá:
Capincho. Praça Mauricio Cardoso, 61, Moinhos de Vento, Porto Alegre, Rio Grande do Sul