Após um inverno e primavera amenos e chuvosos, o verão quente e seco foi equilibrado por noites frescas e temperaturas mais moderadas durante a vindima da safra de 2024 na região demarcada do Douro, sobretudo nas zonas dedicadas à produção de uvas para o Vinho do Porto. "Esse contexto permitiu alcançar maturações completas, com excelente sanidade, e um notável equilíbrio entre concentração, frescura e estrutura", disse em nota oficial a casa produtora dos vinhos Kopke e Burmester, que assim como a Symington, pulicou as Declarações Vintage de 2024, que se destacam pela sua "concentração, frescura e estrutura, traduzindo-se em vinhos com identidade e profundidade".
Assinado por Carlos Alves, Master Blender do Kopke Group, o Kopke Vintage 2024 afirma-se como um vinho de "grande concentração e caráter".
Já o Burmester Vintage 2024, igualmente assinado por Carlos Alves, apresenta uma "abordagem distinta, marcada pela elegância e pela expressividade aromática. Produzido a partir das castas tradicionais do Douro, revela um perfil aromático exuberante, onde se cruzam notas florais e fruta fresca".
Ambos são produzidos em quantidades limitadas - 11.984 garrafas de 0,75L e 600 de 1,5L de Kopke Vintage 2024, e 9.964 garrafas de 0,75L e 300 de 1,5L de Burmester Vintage 2024 - reforçando o caráter exclusivo dessas edições.
Symington
Já a família Symington anunciou a declaração do Porto Vintage 2024, um marco que simboliza o regresso a uma vindima clássica no Douro após um intervalo de sete anos desde a última declaração, em 2017. "O resultado são vinhos raros, com um perfil de excelência, que a família sempre aspirou criar em qualquer vindima, desde 1882, e que serão brevemente lançados no mercado", referem em comunicado enviado às redações.
Entre 2018 e 2023, o Douro atravessou uma sucessão de anos desafiantes, marcados por precipitação irregular e ondas de calor prolongadas. Embora tenham sido produzidos "vinhos muito bons, e alguns excepcionais", não reuniram, de forma consistente, as condições necessárias para a criação de um Vintage clássico e, por esse motivo, a família Symington esperou.
Foi em 2024 que se regressou ao que a família descreve como a “harmonia clássica do Douro”: maturações equilibradas, condições climáticas estáveis e uma expressão pura e precisa do fruto. A Touriga Nacional e a Touriga Franca, consideradas barómetros essenciais de um ano Vintage, "atingiram níveis de excelência e moldaram decisivamente a arquitetura final dos vinhos".
“Um hiato de sete anos entre declarações coloca este Vintage num território de raridade histórica. Mas, mais do que isso, é uma afirmação de princípio: num mundo de urgência, acreditamos no valor da espera porque os grandes Portos Vintage só acontecem quando a natureza dita o momento certo", refere-se Charles Symington, enólogo-chefe e diretor de produção.
A Symington Family Estates declara, assim, Porto Vintage clássico de todas as suas casas: Dow’s, Graham’s, Warre’s, Cockburn’s e Quinta do Vesúvio. A estas juntam-se dois vinhos de produção extremamente limitada, representando micro-terroirs únicos: Graham’s The Stone Terraces e Capela da Quinta do Vesúvio, bem como uma restrita seleção da Quinta de Roriz (essa, conjuntamente com a família Prats).